domingo, 12 de janeiro de 2014

Concede a Tua graça, Senhor, para que eu me torne uma garrafa
térmica. Por favor, faze de mim uma!" O que diria o amigo? ""Penso
que nem mesmo uma garrafa térmica seria tão pateta", respondeu
o nosso amigo. "Não faria sentido orar desse modo. Ela já é uma
garrafa térmica!" Então, aquele irmão disse: "Você está fazendo
exatamente a mesma coisa. Deus já o incluiu em Cristo; quando
Ele morreu, você morreu; quando Ele ressuscitou, você
ressuscitou. Portanto, você não pode dizer hoje: Quero morrer,
quero ser crucificado; quero ter vida ressurreta. O Senhor
simplesmente olha para você e diz: "Você está morto! Você tem
uma vida nova!" Toda a sua oração é tão absurda como a da
garrafa térmica. Você não necessita de orar ao Senhor pedindo
qualquer coisa. Necessita, meramente, de ter os olhos abertos para
ver que Ele já fez tudo isso".
Eis a questão. Não precisamos trabalhar para alcançarmos a
morte, nem precisamos esperar para morrer. Estamos mortos.
Agora, só nos falta reconhecer o que o Senhor já fez, e louvá-Lo por
isso. Uma nova luz desceu sobre aquele homem. Com lágrimas nos
olhos, disse: « "Senhor, louvo-Te porque já me incluíste em Cristo.
Tudo o que é dEle é meu!" A revelação chegara, e a fé possuía algo
de que lançar mão. E se você pudesse ter encontrado aquele irmão,
mais tarde, que mudança perceberia!

2 comentários:

  1. A Cruz atinge a raiz do nosso problema
    Quero recordar, mais uma vez, a natureza fundamental do
    que o Senhor operou na Cruz, assunto que merece o maior
    destaque, porque precisamos entendê-lo.
    Suponha que o governo do seu país quisesse enfrentar
    rigorosamente a questão das bebidas alcoólicas e decidisse que
    todo o País ficasse sob a "lei seca". Como seria posta em prática tal
    decisão? Como poderíamos cooperar? Se revistássemos cada loja,
    cada casa, por todo o país e destruíssemos todas as garrafas de
    vinho, cerveja ou pinga que encontrássemos, resolveríamos assim
    o problema? Certamente que não. Poderíamos livrar assim a terra
    de cada gota de bebida alcoólica existente na praça, mas, por
    detrás daquelas garrafas de bebida se encontram as fábricas que
    as produzem, e se não tocássemos nas fábricas, a produção
    continuaria e não haveria solução permanente para o problema. As
    fábricas produtoras das bebidas, as cervejarias e as destilarias por
    todo o país, teriam que ser fechadas se quiséssemos resolver de
    forma permanente a questão do álcool.
    Nós somos uma fábrica desta natureza, e os nossos atos são
    a produção. O Sangue de Jesus Cristo, nosso Senhor, resolveu a
    questão dos produtos, dos nossos pecados. De modo que a questão
    do que temos feito já foi tratada; será que Deus Se detém aqui?
    Como se trata daquilo que somos? Fomos nós que produzimos os
    pecados. A questão dos nossos pecados foi resolvida, mas como
    vamos nós próprios ser tratados? Crê que o Senhor purificaria
    todos os nossos pecados para então deixar por nossa conta
    enfrentarmos a fábrica que os produz? Acredita que Ele inutilizaria
    os produtos e que deixaria por nossa conta a fonte de produção?
    Fazer tal pergunta é responder-lhe. Deus não faz a obra pela
    metade. Pelo contrário, inutilizou os produtos e encerrou a fábrica
    produtora.

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  2. Considerar-se e a fé
    Os primeiros quatro capítulos e meio de Romanos falam de fé,
    fé e fé. Somos justificados pela fé nEle (Rm 3.28; 5.1). A
    justificação, o perdão dos nossos pecados e a paz com Deus são
    nossos pela fé; sem fé, ninguém pode possuí-los. Na segunda seção
    de Romanos, no entanto, não encontramos a fé mencionada tantas
    vezes, e à primeira vista poderia parecer que aqui há diferença de
    ênfase. Não é realmente assim, porque a expressão "Considerar-se"
    toma o lugar das palavras "fé" e "crer". Considerar-se e a fé são,
    aqui, praticamente a mesma coisa.
    O que é a fé? É a minha aceitação de fatos divinos, e seu
    fundamento sempre se acha no passado. O que se relaciona com o
    futuro é mais esperança do que fé, embora a fé tenha, muitas
    vezes, o seu objetivo ou alvo no futuro, como em Hebreus 11.
    Talvez seja por essa razão que a palavra aqui escolhida é
    considerar-se. É uma palavra que se relaciona unicamente com o
    passado — com aquilo que vemos já realizado ao olhar para trás e
    não com qualquer coisa ainda por acontecer. É este o gênero de fé
    descrito em Mc 11.24: "Tudo quanto em oração pedirdes, crede que
    recebestes, e será assim convosco". A declaração é que se crer que
    já recebeu o que pediu (isto é, evidentemente, em Cristo), então
    "será assim". Crer que seja provável alcançar alguma coisa, e que
    seja possível obtê-la, mesmo que ainda virá a obtê-la, não é fé no
    sentido aqui expresso. Fé é crer que já alcançou o que pede.
    Somente o que se relaciona com o passado é fé neste sentido.
    Aqueles que dizem que "Deus pode" ou "Pode ser que Deus o faça",
    não crêem de forma alguma. A fé sempre diz: "Deus já o fez".
    Quando é, portanto, que tenho fé no que diz respeito à minha
    crucificação? Não quando digo que Deus pode ou quer ou deve
    crucificar-me, mas quando, com alegria, digo: "Graças a Deus, em
    Cristo eu estou "crucificado!" Em Romanos 3 vemos o Senhor Jesus
    levando os nossos pecados e morrendo como nosso Substituto,
    para que pudéssemos ser perdoados. Em Romanos 6, vemo-nos
    incluídos na morte de Cristo, por meio da qual Ele conseguiu a
    nossa libertação. Quando nos foi revelado o primeiro fato, cremos
    nEle para a justificação. Deus nos manda considerar o segundo
    fato para a nossa libertação. De modo que, para fins práticos,
    "Considerar-se" na segunda seção de Romanos toma o lugar de "fé"
    na primeira seção. Não há diferença de ênfase; a vida cristã normal
    é vivida progressivamente, do mesmo modo que inicialmente se
    entra nela, pela fé no fato divino: em c e Cristo e na Sua Cruz.

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